nossas ações

O que o descarte ON faz?


1. Realiza a coleta de resíduos eletroeletrônicos (REEE), utilizando dois métodos

Eletroeletrônicos de Pequeno e Médio portes
Eletroeletrônicos inservíveis (exceto baterias, pilhas, lâmpadas fluorescentes, toners/cartuchos de impressoras), com tamanho de até LARG.: 60cm, COMP.: 50 cm, ALT.: 75 cm, tais como PC, celular, som, ferro de passar roupas. Podem ser depositados nas caixas de coleta colocadas no interior das lojas participantes do projeto. Coleta nas Lojas

Eletroeletrônicos de Grande Porte (como TV, ar-condicionado, refrigerador/freezer, máquina de lavar, fogão)
O consumidor (pessoa física), ao comprar qualquer um dos cinco tipos de eletroeletrônico alvos nas lojas participantes, também poderá adquirir o serviço de coleta do seu aparelho usado por R$ 10 cada unidade, similar ao tipo e à quantidade do comprado. Coleta na sua Casa

2. Transporte, desmontagem e reciclagem apropriados

Os REEE serão transportados até a recicladora para desmontagem, processamento e destinação adequada.

3. Os dados obtidos durante todo o processo, tais como volume de descarte e custos de coleta, serão analisados e auxiliarão nos futuros projetos de reciclagem de REEE no Brasil.

Objetivos do descarte ON

O projeto descarte On tem como objetivo dar a destinação adequada aos REEE (logística reversa), com a participação dos consumidores (pessoa física), varejo e indústria. Trata-se de uma iniciativa da organização privada que visa a coleta de informações diversas para a futura implementação do sistema de coleta e reciclagem desse tipo de resíduo no Brasil.

Lei 12.305/2010: Art. 30. É instituída a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a ser implementada de forma individualizada e encadeada, abrangendo os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, consoante as atribuições e procedimentos previstos nesta Seção.

Participantes

Lojas

A Cooperativa tem a responsabilidade de realizar o armazenamento temporário dos REEE de pequeno e médio porte de todas as lojas participantes e dos clientes que adquiriram eletrodomésticos de grande porte e solicitaram a coleta dos mesmos nas lojas do Walmart.

A empresa de reciclagem tem a responsabilidade de coletar o REEE que estava armazenado na Coopermiti, descaracterizar e realizar o último tratamento.

A associação gestora (ABREE) e a empresa de reciclagem (GM&C) são responsáveis pela coleta, descaracterização e o último tratamento dos REEE dos clientes que adquiriram eletrodomésticos de grande porte e solicitaram a coleta dos mesmos nas lojas do GPA.

A situação dos REEE na cidade de São Paulo

No Brasil, um dos países integrantes do BRICS, o volume gerado de REEE está aumentando rapidamente, fazendo com que a gestão adequada desses resíduos se torne uma questão prioritária para um futuro sustentável.

Quantidade de REEE gerada na cidade de São Paulo e a situação do tratamento adequado

O volume de REEE gerado na cidade de São Paulo, em 2014, foi estimado em 70 mil toneladas, mas apenas 2% são coletados e tratados adequadamente.

Consciência dos cidadãos paulistanos sobre os REEE

Em São Paulo, 97% dos moradores consideram que a coleta de REEE é importante, e 94% responderam que desejam participar dela.

Histórico do projeto descarte ON

Com o rápido crescimento econômico do país, a quantidade de resíduos sólidos tem aumentado muito e a gestão desses resíduos se tornou uma questão importantíssima.

Por isso, o Governo Federal promulgou a "Lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos - PNRS” (Lei 12.305/2010, de agosto de 2010) e um Decreto Regulatório (No.7.404/201), em dezembro de 2010, colocando a redução da geração, a reutilização, a reciclagem de resíduos sólidos e o depósito ambientalmente correto como objetivos políticos fundamentais.

No momento, o Governo Federal está discutindo, junto ao setor privado, o modelo mais adequado de logística reversa de REEE, que será definido em um Acordo Setorial, valendo para todo o país. Portanto, para colocar a lei em prática, serão necessárias iniciativas robustas de coordenação conjunta entre as partes interessadas.

・Os consumidores deverão efetuar a devolução após o uso, às lojas ou distribuidores.
・As lojas e distribuidores deverão efetuar a devolução às fabricantes ou importadoras dos produtos.
・As fabricantes e as importadoras darão uma destinação ambientalmente adequada aos produtos reunidos ou devolvidos.

Como o Estado de São Paulo acomoda uma parcela considerável de produtores e revendedores de equipamentos elétricos e eletrônicos instalados no Brasil, é vital para ele construir um sistema de Logística Reversa que seja social, econômica e ambientalmente viável. No momento, busca estabelecer a logística reversa para diversos outros tipos de produtos, especialmente aqueles cujo impacto ambiental é considerável, e visa formas de monitorar a logística reversa. (Mais informações: http://cetesb.sp.gov.br/logisticareversa/)

Nesse contexto, o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC e do Ministério do Meio Ambiente – MMA assinou um convênio de cooperação internacional com o Governo do Japão, por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), com o propósito de apoiar o desenvolvimento de um sistema de Logística Reversa para REEE.

Mediante esse convênio, a partir de outubro de 2014, a JICA, por intermédio de sua equipe de peritos constituída por vários especialistas, realiza um trabalho de implementação do projeto em cooperação com a contraparte e as partes interessadas do lado brasileiro. O projeto-piloto descarte ON é um dos componentes dessa ação.

* REEE (Resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos) é o termo usado para equipamentos elétricos e eletrônicos descartados pelos consumidores antes ou no fim de sua vida útil. REEE inclui todos os dispositivos que precisam de corrente elétrica ou campo eletromagnético para funcionar.

O fluxo do REEE possui características que o tornam diferente de outros, tais como resíduos urbanos ou dos serviços de saúde. Em particular, ele oferece um potencial de recuperação de materiais recicláveis de alto valor, mas, ao mesmo tempo, costuma conter elementos tóxicos que, sem gestão e controle adequados, podem prejudicar o meio ambiente e a saúde humana. Quando equipamentos elétricos e eletrônicos usados são processados, devem ser observadas todas as práticas eficazes de gestão ambiental e ocupacional durante a sua recuperação, o tratamento e a disposição final, visando proteger a saúde pública e a segurança das comunidades, bem como a integridade do meio ambiente.